Corona vai às praias para ajudar a limpar o óleo

Marca de cerveja libera seus colaboradores para a mobilização que pretende combater os prejuízos de um dos maiores desastres ambientais no litoral brasileiro

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Data: 21 de outubro de 2019
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Cerveja e óleo não se misturam. E a Corona sabe bem disso. Uma das principais pedidas do litoral brasileiro, a cerveja invade a praia agora com uma nova missão: colaborar com a limpeza do óleo que “sujou” o litoral nordestino nos últimos dias. 

 

Diante da gravidade do crime ambiental, a cerveja Corona prepara para a próxima quinta-feira (24) a mais desafiadora série de limpezas de praia já realizada no Brasil. Em parceria com a Parley for the Oceans, a marca pretende retirar petróleo de três paraísos nordestinos afetados pelo vazamento do material. A ação conta, ainda, com a participação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis [IBAMA] que já contabilizou 150 localidades em nove estados atingidos pelas borras espessas do óleo. Esse já é considerado o maior acidente ambiental em extensão do litoral do Brasil.

 

Para a ação a Corona mobilizará seus times nas cidades litorâneas do Nordeste. Funcionários da equipe de venda da cerveja deixarão seus postos tradicionais para dar vida á atividade que também contará com equipes de empresas parceiras convidadas pela marca. As praias que receberão o mutirão serão definidas pelo IBAMA com base em fatores variáveis, como a quantidade de óleo detectado e as condições da maré.

 

“Quando iniciamos Corona x Parley no Brasil, tínhamos o compromisso de ajudar a combater o descarte de plástico em nossos oceanos e paraísos locais. Agora, diante desse desastre ambiental que atinge nossas praias, vimos que precisávamos nos movimentar ainda mais. Mais do que engajarmos nossos times para ajudar na limpeza, queremos espalhar esta mensagem, para que todos possam se inspirar e se juntar à causa”, afirma Bruna Buás, diretora de marketing de Corona, ao convidar os consumidores da marca a colaborarem com a limpeza de um dos mais belos cenários brasileiros.  

 

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O projeto global Corona x Parley foi lançado em 2017 e já promoveu mais de 500 ações de limpeza de praia, com 25.808 voluntários em 15 países. No Brasil, acontece desde fevereiro de 2019 [Foto: Raul Aragão]

O dano

 

Uma coisa é fato: as massas grudentas do óleo são tóxicas. Sua composição química é resultado de uma complexa combinação de hidrocarbonetos [como benzeno, tolueno e xileno], carbono, nitrogênio e outras substâncias. Porém, ainda são poucas as pesquisas que avaliam os efeitos do contato humano com o produto.

A maior parte dos estudos sobre os prejuízos à saúde está relacionada ao que ocorreu às pessoas que foram expostas ao derramamento de óleo resultante da explosão na plataforma Deep Horizon, no Golfo do México, em 2010. “Uma das possíveis razões para o pequeno número de estudos sobre o assunto é que acidentes com extensos vazamentos, apesar de graves, não são comuns, principalmente no Brasil”, explica Helena Ribeiro, geógrafa e professora do Departamento de Saúde Ambiental da Universidade de São Paulo [USP].

O toxicologista Álvaro Pulchinelli Júnior, professor da Universidade Federal de São Paulo [Unifesp], não tem dúvidas em relação aos prejuízos ocorridos em decorrência do contato. “A curto prazo, o óleo pode causar irritação na pele e mucosas”, atesta ele afirmando que os sintomas mais comuns são vermelhidão, coceira e ressecamento, que podem aparecer de seis horas a um dia após contato com as substâncias.

Nesse caso, a recomendação é lavar a pele com água e sabão neutro em abundância. Para os olhos, a indicação é o uso de soro fisiológico. Pessoas que estão trabalhando na limpeza de animais e de praias devem usar equipamentos de proteção, como luvas e roupas protetoras, daí o cuidado da Corona ao planejar a execução da ação e alertar a população para que não faça a limpeza sem o devido apoio técnico. 

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Fonte: Saúde/Abril

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