Conjuntivite? Saiba como tratar

Especialista aponta 5 cuidados fundamentais durante o tratamento da doença

Saúde
Data: 9 de maio de 2017
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Nesta época do ano, quando manhãs e noites são frias e contrastam com o calor do meio-dia, é muito comum aumentar a ocorrência de duas doenças que, embora pareçam simples, nos incomodam bastante: gripe e conjuntivite. Olhos avermelhados, irritados e ‘colados’ logo pela manhã dão sinal de que algo não está indo bem com a saúde.

 

Conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, membrana mucosa que reveste a parte branca do globo ocular. Essa inflamação geralmente provoca aumento de secreção do muco, acentuada pela irritação, e pode ser causada por uma série de fatores.

 

Segundo o médico oftalmologista Renato Neves qualquer tipo de virose [muito comum nos dias frios] pode provocar irritação ocular. Da mesma forma que a pessoa pode vir a sentir congestão nasal, dor de garganta e tosse, pode também perceber que a conjuntiva está ficando congestionada, irritada. “Se o quadro de conjuntivite surge na sequência de uma gripe ou resfriado, é quase certo que é do tipo viral e vai passar em uma ou duas semanas sem necessidade de antibióticos. Entretanto, é altamente contagiosa e sua propagação se dá por contato físico com pessoas ou objetos de uso comum”, argumenta o diretor do Eye Care Hospital de Olhos.

 

Dr. Renato Neves

“A automedicação pode elevar as chances de ter complicações com a conjuntivite”, alerta o oftalmologista Renato Neves (Foto: reprodução/ internet)

 

Existe ainda a conjuntivite provocada por bactérias. Neste caso o  quadro é mais sério, devendo ser investigado e tratado o quanto antes. A infecção pode ser resultado do uso abusivo de lentes de contato e se transformar numa úlcera de córnea, por exemplo. “Nesse caso, a dor é algo constante e os olhos apresentam uma secreção cinza-amarelada. Colírios antibióticos devem ser prescritos o quanto antes pelo oftalmologista, a fim de conter o avanço da doença. É importante alertar para os riscos da automedicação – que pode elevar as chances de complicações”, diz Neves.

 

Tanto a conjuntivite bacteriana quanto a viral podem acometer apenas um olho ou ambos.  São contagiosas e atingem tanto crianças quanto adultos. As crianças, entretanto, são mais suscetíveis ao tipo bacteriano. Porém, o especialista alerta, ainda, para a conjuntivite neonatal. “Trata-se de uma doença transmitida de mãe para filho durante o trabalho de parto. O recém-nascido deve ser tratado com urgência, já que em quadros graves há risco de comprometer a visão. Nesse caso, a internação se faz necessária”, esclarece o oftalmologista.

 

Além de consultar um médico oftalmologista, Renato Neves ensina 5 práticas essenciais durante o tratamento da inflamação:

 

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Durante o ápice da doença, essas medidas são fundamentais para conter a propagação de conjuntivite.

 

Outros sintomas como sensação de areia nos olhos, dor, irritação, coceira, vermelhidão, lacrimejamento excessivo, febre, dor nas articulações e dor de garganta podem indicar o agravamento da doença. Neste caso o recomendado é que o paciente procure uma urgência oftalmológica o quanto antes.

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