Sua dor de cabeça merece atenção

A sua dor de cabeça pode não ser somente uma dor de cabeça. Quando não tratada a enxaqueca aumenta o risco de AVC e infarto, assim como a hipertensão e o colesterol alto

Saúde
Data: 19 de fevereiro de 2019
Frustrated man

O portal Barbearia Digital anda preocupado com a sua dor de cabeça. Um estudo feito nos Estados Unidos mostrou que pessoas que têm enxaqueca correm um risco muito maior de desenvolver doenças cardiovasculares, como infarto e AVC. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe), estima-se que a enxaqueca atinja de 12% a 15% da população geral.

 
Com a predominância da doença, durante 15 anos, 574 pacientes com idade entre 55 e 94 anos foram acompanhados através de exames neurológicos e questionários sobre a doença. Inicialmente, a intenção era avaliar a ligação entre a enxaqueca e a aterosclerose, analisando o risco de tromboembolismo venoso. Os resultados foram publicados na revista Neurology e constataram que os riscos para desenvolver o tromboembolismo estavam presentes em 18,9% das pessoas que sofrem com as dores de cabeça e tiveram problemas cardiovasculares, contra 7,6% dos pacientes que não apresentavam enxaquecas. Enquanto isso, a tendência para aterosclerose não foi constatada ou tida com menor tendência.


De acordo com o cardiologista e responsável pelo Programa de Infarto Agudo do Miocárdio HCor [Hospital do Coração], Dr. Leopoldo Piegas, durante a crise de enxaqueca a pessoa sofre uma isquemia rápida [insuficiência de irrigação sanguínea], que normalmente regride sozinha. “Mas, em alguns pacientes, essa isquemia se mantém e pode provocar a morte celular na área afetada pela isquemia. O cigarro é outro fator de risco que pode comprometer a circulação do sangue. Por isso, fumantes que somam esse componente à enxaqueca correm sérios riscos”, explica Dr. Piegas.


A enxaqueca é uma doença que pode tornar a pessoa incapacitada. Trata-se de uma doença hereditária e, na maioria dos casos, a automedicação pode ser uma cilada.
Para Dr. Piegas, a dica é registrar as manifestações e crises em um caderno de anotações. “Fatores como duração e horários predominantes, intensidade e localização da dor, sintoma, entre outros, devem ser observados. A alimentação de quem tem enxaqueca deve ser balanceada, com intervalos regulares entre uma refeição e outra. Outra dica é evitar o uso de substâncias estimulantes em excesso, como a cafeína, pois são fatores importantes que podem provocar as crises”, esclarece Dr. Piegas.

 

Sintomas


Fique atento aos sintomas associados da enxaqueca: náusea, vômitos, bocejos, irritabilidade, sensibilidade à luz, sensibilidade ao som, sensibilidade ao movimento do corpo ou do ambiente, tontura, fadiga, mudanças de apetite, problemas de concentração, dificuldade para encontrar as palavras etc.

 

Recomendações


Durante as crises de enxaqueca, siga algumas recomendações: tome os medicamentos, entenda o que alivia a sua dor e trate os sintomas separadamente. Descanse em um local escuro e silencioso, faça refeições leve e hidrate-se.


Também é importante está atento aos fatores de riscos de infarto: homens acima dos 45 anos e mulheres com 55 anos ou mais tem maior propensão ao infarto. Outros fatores podem impulsionar ainda mais o risco. São eles: tabagismo, hipertensão, colesterol elevado, diabetes, histórico familiar de infarto, sedentarismo, obesidade, estresse, alcoolismo e uso de drogas ilegais estimulantes.


Os sintomas associados ao infarto são vômitos, suor frio, fraqueza intensa, palpitações, falta de ar, sensação de ansiedade, fadiga, sonolência, desmaio e tontura.

Barbeiro Digital