5 dicas pra não cair no bafômetro

Como aproveitar uma cerveja ou apreciar um uísque sem infringir a Lei Seca e, mais importante, sem arriscar a vida de ninguém

Comportamento
Data: 10 de outubro de 2015
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Que bebida e direção não combinam a gente já sabe. Mas pra quem não dispensa uma taça de vinho durante o almoço ou aquela cervejinha depois do trabalho, como usufruir destes prazeres sem infringir a Lei?

Pensando nesta dúvida que acomete a rapaziada, a Barbearia Digital separou algumas dicas:

 

1 – Compre um bafômetro

Pode parecer uma ideia absurda e cara, mas não é. Enquanto os bafômetros utilizados nas blits custam em torno de R$ 12 mil, pela internet você pode comprar um bafômetro por menos de 100 reais. Ele não vai ter valor probatório diante do bafômetro da blits, mas serve de referencial. Assim, você não arrisca pegar o volante antes que o alcool tenha sido realmente eliminado do seu organismo.

O site Quatro Rodas chegou a fazer teste e avaliação de quatro marcas de bafômetro entre as mais baratas do mercado. Vale à pena conferir.

 

2 – Espere o efeito passar

Se você não tem um bafômetro, o jeito é esperar até ter certeza de que a bebida foi eliminada. A recomendação da Polícia Rodoviária Federal é, depois de consumir álcool, esperar 12 horas. Esta é uma margem de tempo segura de que você não vai infringir a lei. Mas é evidente que, se você consumiu pouco álcool, seu corpo vai eliminá-lo mais rapidamente. Um copo de cerveja, uma dose de uísque ou uma taça de vinho levam, em média, uma hora para saírem do organismo.

Na internet é fácil encontrar calculadoras que ajudem a saber o tempo de espera, mas cada pessoa metaboliza o álcool numa velocidade diferente. Massa corporal, frequência do consumo e sexo são alguns fatores que influenciam no tempo que o corpo leva para eliminar a substância.

 

3 – Suco de pera

Uma pesquisa da Commonwealth Scientific and Industrial Organisation revelou que consumir 220ml de suco de pera coreana antes de ingerir bebidas alcoólicas ajuda a metabolizar o álcool na corrente sanguínea, reduzindo os níveis de álcool no sangue durante o consumo e os sintomas da ressaca no dia seguinte. (Mas se você vai beber o suco já pensando em aliviar a ressaca, é porque o consumo vai ser excessivo. Melhor ir de taxi!)

Com ou sem pera coreana, aquela dica milenar de não comer de barriga vazia continua valendo. Alimentar-se antes e durante o consumo faz seu corpo absorver o álcool de forma mais lenta e evita que você fique bêbado com apenas uma dose.

 

4 – Tenha um plano B

Quem nunca chamou um amigo pra ‘tomar só UMA cerveja’ e saiu do bar embriagado, que atire a primeira pedra. Mesmo que a intenção seja realmente tomar apenas uma cerveja, é essencial que você tenha um plano B: um lugar seguro onde deixar o carro, o App de um serviço de taxi 24h, um amigo que possa servir de motorista da rodada (ou ti emprestar um sofá pra dormir)… Nessas horas, vale a máxima da vovó: melhor prevenir que remediar.

 

5 – Saiba a hora de parar

No fim das contas, o mais importante é o consumo responsável. Quem não bebe além da conta, não tem ressaca, não gasta mais dinheiro do que gostaria e, o principal, não arrisca a vida de ninguém.

Está na hora de ir embora e você ainda tem álcool no organismo? Seja homem: admita e parta para o plano B! Mesmo que suas habilidades motoras pareçam em ordem, pegar o volante com álcool no corpo é contra a Lei, sai caro para o bolso e, o pior, arrisca a sua vida e a de terceiros.

 

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O que diz a Lei?

 

Segundo o artigo 165, do Código de Trânsito Brasileiro, é infração gravíssima dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência.

A concentração de álcool pode ser medida por exame de sangue ou pelo teste do bafômetro (ar alveolar). Qualquer valor acima de zero é suficiente para enquadrar o condutor no artigo 165. O infrator paga multa de R$ 1915,40 e tem suspenso por um ano o direito de dirigir.

Mas se a concentração de álcool indicada no bafômetro for igual ou superior a 0,3 mg/l é considerado que se conduzia o veículo com a capacidade psicomotora alterada, o que já não configura apenas infração, mas crime. A pena é detenção de seis meses a três anos, além da multa e do risco de perder o direito de dirigir permanentemente.

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