Ranger ou Amarok: qual desvaloriza menos?

Volkswagen Amarok CD Highline 3.0 V6 TDI 4x4 automática perde 2,21%, enquanto as demais versões do modelo ocupam os maiores índices de desvalorização do levantamento

Motor
Data: 6 de novembro de 2019
amarok

Com quase 10 modelos ofertados no mercado, as picapes estão entre os 50 carros mais vendidos de 2018, de acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Os veículos da categoria são responsáveis pelos desejos de aquisição de muitos brasileiros, porém, uma dúvida perturba na hora de escolher o seu carrão: qual veículo sofre menos com o fator depreciação na hora da troca?

O portal Barbearia Digital, em parceria com a KBB Brasil, que é referência em precificação de automóveis novos e usados, escolheu duas gigantes para entender quais são as maiores e menores desvalorizações entre o Ford Ranger e a VW Amarok.

Como a picape menos desvalorizada do estudo surge a Volkswagen Amarok CD Highline 3.0 V6 TDI 4×4 automática. A queda em seu preço após um ano de uso é de 2,21%. Ocupando o segundo lugar do ranking aparece a Ford Ranger CD XLS 2.2 4×2 automática, com uma desvalorização de 4,07%.

Quando os olhos se voltam para a desvalorização a Volkswagen Amarok também é campeã. Após um ano de uso a versão CD SE 2.0 TDI 4×4 mecânica conta com desvalorização de 10,37%, enquanto a Highline 2.0 TDI 4×4 automática apresenta um índice de 10,57% inferior ao valor pago no momento da compra.

Mesmo com uma versão destacada como menos desvalorizada entre todos os modelos analisados, a Volkswagen Amarok resulta na maior média ponderada de desvalorização, com 9,8%. Já a Ford Ranger sai na frente com 9,1% de média.

Confira a tabela completa de análise:

tabela

 

A desvalorização

Quando o assunto é preço de carros, há duas metodologias para calcular a perda de valor: desvalorização e depreciação. Desvalorização é a comparação do preço atual de um veículo com os valores aplicados pelo mercado à mesma versão fabricada em anos anteriores. Já a Depreciação usa o valor do veículo 0 Km em um período determinado em relação a seu atual valor residual, sempre considerando o mesmo ano/modelo e sem o mesmo rigor de sua definição contábil, que tem regras muito estritas. Neste estudo exclusivo do portal Barbearia Digital e da KBB foi aplicado o conceito de desvalorização, levando em consideração todo o período de vida dos modelos analisados.

Segundo o consultor de veículos Vitor Meizikas Filho, alguns fatores são preponderantes na hora de determinar a baixa no valor dos carros. Entre eles a velha e conhecida “lei da oferta e da procura”. Porém, o fator da percepção da fabricante no mercado, principalmente no que diz respeito à condições e custos de manutenção também pesam na desvalorização. “Modelos de marcas com serviço de pós-venda efetivo, atentos para as necessidades do consumidor e que praticam valores justos de peças de reposição e mão de obra, tendem a uma depreciação menor”, afirma Vitor que também cita como fundamental a percepção de durabilidade dos veículos para a procura no mercado de seminovos. Em outras palavras, a noção de que o modelo demanda manutenção menos frequente.

Não custa nada lembrar que não dá para pensar em um carro como investimento. O jeito é escolher o modelo que melhor atenda suas necessidades e preferências pessoais e desfrutar dele o máximo possível durante o período de uso. No entanto, o que nós não queremos é que você leve um choque de realidade na hora de revendê-lo.

Barbeiro Digital