O sex appeal do Japa

Após sucesso durante as prisões de alguns corruptos brasileiros, o “japonês da Federal” tornou-se personagem de conto erótico

Sexo
Data: 21 de maio de 2016
[Créditos: Reprodução/Internet]

O policial federal Newton Hidenori Ishii, o conhecido “japonês da Federal”, tornou-se um dos rostos mais famosos dos últimos tempos. Virou tema de marchinha de carnaval, ganhou rosto em boneco de Olinda, listou diversas páginas de jornais ou passou de investigador para investigado e agora… Tornou-se inspiração para conto erótico.

Em Prenda-me, Japonês da Federala autora Renata del Anjo conta a história de uma mulher, esposa de um empreiteiro chamado Marcelo [sem sobrenomes] que fazia negócios com a Petrobras. O empreiteiro foi preso pelo japonês da federal por ordem do juiz Sérgio Moro e a esposa [?!] também experimentou as algema do japonês.

O conto erótico possui 8 páginas e está à venda por R$ 2,15 na Amazon. O teor, salvo a conotação sexual [e cômica], é bastante parecido com os últimos acontecimentos desencadeados a partir dos casos de corrupção no Brasil: famílias acordavam com a presença do “japonês da Federal” em suas residências cumprindo mandatos de prisão

Desci até a sala e deparei-me com o tal ‘japonês da Federal’. Estava vestindo naquele seu uniforme preto, usava colete à prova de balas, tinha um fone de ouvido na orelha esquerda, e estava usando luvas que deixam os dedos para fora. No peito, estava pendurado o seu distintivo da Polícia Federal. Eu sempre tive uma queda por homens de uniformes militares, mas o que mais me fascinou foram seus óculos escuros! Suas sobrancelhas arqueadas, seus cabelos grisalhos, seu rosto de indiferença – ele era irresistivelmente sexy”, revela a autora em um dos trechos do conto.

Se o objetivo da autora era divertir mais que excitar, bingo! A classificação dos leitores é 3 estrelas [de 1 a 5], e segundo resenha de Aline Azevedo, postada no próprio site da Amazon, “é engraçado imaginar aquele senhor como foi descrito pelas palavras da Renata, dominador, cheio de luxúria, aproveitando da prisão de Marcelo, marido da personagem principal, para levá-la ao paraíso. Eu ri demais do começo ao fim, infelizmente, visualizando o desenrolar do conto e o final foi clichê, porém, imagino que o conto tinha o intuito de ser divertido e despretensioso, então foi nisso que eu me agarrei durante a leitura”.

Nós não lemos o “Prenda-me, Japonês da Federal”, mas já avisamos a autora que também queremos um conto para chamar de nosso. Quem sabe algo como “A Ferrante do barbeiro digital”, rs!

Barbeiro Digital